A Simulação Paraibana de Ensino Médio – SIPEM – é uma iniciativa pioneira na Paraíba, promovida pela Academia Nacional de Estudos Transnacionais (ANET). O projeto consiste em um modelo de organizações internacionais direcionado aos estudantes de Ensino Médio da Paraíba, com o objetivo de oferecer-lhes conhecimento e experiência em diferentes temáticas de relevância internacional, bem como despertar o interesse pelo Direito e pelas Relações Internacionais e permitir o aprimoramento das técnicas de retórica, argumentação e oratória.

A V SIPEM ocorrerá entre os dias 13 e 16 de junho de 2018, em João Pessoa. Nesta edição, contaremos com 4 comitês para estudantes do Ensino Médio: a Liga dos Estados Árabes, a Organização dos Estados Americanos, os Acordos de Moscou e o Comitê de Imprensa Internacional. As informações acercas dos Comitês da Edição 2018 podem ser conferidas na aba ao lado.

INSCRIÇÕES PARA A V SIPEM

As inscrições estarão abertas a partir das 00:01 do dia 13 de Abril de 2018, nos links abaixo:

Para se inscrever no comitê da Organização dos Estados Americanos (em dupla), clique AQUI.

Para se inscrever no comitê da Liga dos Estados Árabes (em dupla), clique AQUI.

Para se inscrever no comitê histórico dos Acordos de Moscou (individual), clique AQUI.

Para se inscrever no Comitê de Imprensa Internacional (individual), clique AQUI.

Saudações modeleiras,

O SECRETARIADO DA V SIPEM

Lucas Cavalcante Gondim
Secretário-Geral

Eduardo Cavalcanti de Mello Filho
Vice-Secretário-Geral

Beatriz Moura Dias
Secretária Acadêmica

Pedro Henrique de Miranda Freira Brito Guerra
Secretário Acadêmico

Izabele Maria Dias Castro

Secretária Administrativa

Isabela Torres Cananea Andrade

Secretária Administrativa

Giovana Carvalho Monteiro

Secretária Administrativa

Matheus Ribeiro Barreto Dias
Secretário Administrativo

Na V SIPEM serão simulados os seguintes comitês:

Liga dos Estados Árabes

“Primavera árabe” é o nome como ficou conhecido o evento que desencadeou uma série de revoltas e protestos dado à onda democrática de agitação civil no mundo árabe que iniciada em dezembro de 2010 tinha como escopo a deposição de regimes ditatoriais que há décadas persistiam em países na região norte do continente africano e do Oriente Médio. Quase 8 anos após o levante popular, a queda de líderes de Estado e o “vácuo de poder” existente, averígua-se que a instabilidade política decorrente tornou o ambiente favorável à expansão de movimentos jihadistas, que enxergaram na fragilidade das instituições uma forma de afirmação de seus ideais, sobretudo no que tange estabelecimento de um Califado. Neste sentido, o terrorismo tornou-se um dos desafios mais relevantes no que tange o estabelecimento da paz, da segurança e do desenvolvimento sobretudo no continente africano, historicamente explorado pelas garras do imperialismo, encontra-se em crescimento exponencial das atividades terroristas, não só em termos de número de ataques, mas também da gama países afetados devido a proliferação de grupos extremistas islâmicos.

Além do forte sentimento presente em diversas nações árabes afetadas de que as as potências ocidentais enxergam os estados africanos como versões mais pobres e desprovidas de recursos para superarem tal cenário e da constante invisibilidade midiática perante o cenário caótico vigente, é notório que várias nações demonstraram-se ao longo dos anos acostumadas com a intervenção ocidental, retardando cada vez mais as tentativas de frear o terrorismo islâmico ao mesmo tempo em que muitos se beneficiam da situação de vulnerabilidade para a exploração de recursos naturais. Todavia, apesar das inúmeras divergências ideológicas entre os estados-membros da liga no que tange a articulação de uma coalizão anti-terrorismo, ainda vale a máxima da LEA de que as agressões a um dos membros da liga serão consideradas atos de agressão a todos os membros. Dessa forma será dever do delegado coordenar medidas de defesa militar conjunta e estabelecer decisões claras e firmes para um confronto que já não possui mais tempo para ser adiado.

 

Diretores:

Guilherme Lima

João Gabriel Soares

Gabriel Gondim

Acordos de Moscou

Escrever e retratar a história é extremamente desafiador, ao buscar falar de um tema do passado, tendemos a explicar mais a situação atual do que a do tema que buscamos retratar. Quando o tema exposto é a Guerra Fria, a situação passa a ser ainda mais dramática, muito embora a União da Repúblicas Socialistas Soviéticas tenha se desmantelado e indicado que estávamos próximos do “fim da história”, bolsões de resistência surgiram como um efeito, fazendo com que o épico embate entre as forças do capitalismo e socialismo permanecessem vivos em muitos corações, embora não mais nas mentes. 


Nesse aspecto, nenhum símbolo é mais claro para simbolizar esse período de divisão do que um muro entre os locais de ideologias diferentes, deixando quase que literal a expressão “cortina de ferro” para falar sobre os satélites soviéticos. Do mesmo modo, nenhum símbolo é mais forte para mostrar a união e solidariedade dos povos ante ideologias do que o próprio povo derrubando tal muro. O futuro ainda incerto da Alemanha após tal acontecimento é o que buscamos retratar durante a AMOSC nesta V SIPEM, fazer com que os delegados decidam sobre o provável acontecimento mais emblemático de todo o Século XX, enterrar de vez a ideologia comunista do Sistema Internacional ou dar uma sobrevida ao que conhecemos por Guerra Fria? Fazer com que a Alemanha volte a ser um país unificado após Adolf Hitler ou decidir que a maior potência da Europa continental permaneça dividida? Muitas são as perguntas e mais variadas ainda são as respostas. Portanto, esperamos que todos se interessem e busquem vivenciar as complicadas escolhas que tiveram alguns dos principais estadistas da história. Buscar entender ou modificar os acontecimentos que definiram o fim da Guerra Fria e do socialismo como modelo aplicável. Ao mesmo tempo que as vozes das ruas gritam e agem sobre o muro que a cada pedaço seu sendo derrubado no chão de concreto deixa o passado mais longe, deixa a saudade mais perto.

 

Diretores:

Aline Miranda de Carvalho

Anna Luiza Coelho Lisboa

Maria Luísa Negreiros D’Assunção

Matheus Sousa Maciel Gualberto de Galiza

Organização dos Estados Americanos

Celas superlotadas, mulheres utilizando pães como absorventes, agentes penitenciários subornados, violência policial, conflitos entre gangues rivais e mortes por desnutrição são a realidade dos presídios de diversos países da América. A problemática, fruto da marginalização social e de sistemas de justiça social precários alia-se a um fenômeno oriundo do século XX: a guerra às drogas.
Em 1971, o presidente Nixon declarou que as drogas ilícitas eram o “inimigo público número um dos Estados Unidos”. O presidente Ronald Reagan seguiu com uma diretriz em 1986 que identificou o tráfico de narcóticos como uma ameaça à segurança nacional dos EUA. As sucessivas administrações continuaram a caracterizar a luta contra o comércio internacional de drogas em destaque entre as prioridades da política externa dos EUA. Tal iniciativa resultou em um fracasso, com aumento da problemática oriunda do narcotráfico.
As diversas despesas com forças-tarefas e manutenção de um grande número de presos por envolvimento com o tráfico, a extrema violência que resultou durante anos num cenário de embate político e econômico, estabelecendo a estabilidade e o caos na segurança pública que ronda toda a América, são fatores que explicitam empiricamente que a práxis antidroga é, em essência, falha.
Ao passo que cartéis narcotraficantes cresciam, aumentava-se a porcentagem de encarcerados usuários de drogas, em um sistema prisional que raramente possui programas adequados para reabilitar e tratar, por exemplo, as doenças psiquiátricas e infecciosas que afetam os detentos, o que gera um alto grau de recaída, sobredosagem e reincidência de indivíduos vítimas da toxicodependência após a libertação das penitenciárias, especialmente quando não estão ligados a serviços comunitários e não recebem a devida atenção. O sistema que deveria reabilitar os detentos, portanto, os faz reincidentes no crime, e esta é uma tendência generalizada no sistema carcerário americano. A Bolívia, por exemplo, é o país sulamericano que mais enfrenta o problema, operando com 289% de sua capacidade, amontoando presos pelas penitenciárias do país. Na América Central, o Haiti bate o recorde, de modo que seus presídios hoje atuam com 454% de sua capacidade. A desnutrição nos presídios hoje choca o mundo: na Venezuela, presos morrem de fome, como foi divulgado em diversos vídeos apontando a realidade precária do sistema carcerário do país, o qual segue os padrões dos outros sistemas prisionais da América, condenados à desumanização dos cidadãos que deveriam ser ressocializados. O Brasil, por sua vez, já foi protagonista diversas vezes em denúncias feitas à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Cabe, portanto, aos delegados da Organização dos Estados Americanos, formular um debate cooperativo que discuta como a guerra às drogas repercutiu no caos das penitenciárias no continente. É preciso enfocar como as rotas de drogas se fazem presentes na América, como o tráfico repercute na superlotação carcerária, qual o papel da abordagem voltada aos direitos humanos na proteção dos apenados, e sua importância para o desenvolvimento do continente, dentre diversas outras problemáticas vitais ao cumprimento dos objetivos da Organização.

 

Diretores:

Beatriz Moura Dias

Fídias Cavalcanti Freire

Iury França

Maria Heloisa Vilhena

Comitê de Imprensa Internacional

Diante de três ocasiões de relevância internacional – a reunião histórica após a queda do Muro de Berlim, a questão do extremismo na África e da guerra às drogas e crise carcerária na América – a Simulação Paraibana da Ensino Médio convida os secundaristas que têm interesse em jornalismo e comunicação a vivenciarem quatro intensos dias de acompanhamento e cobertura das decisões e conflitos oriundos das referidas ocasiões e seus vertiginosos efeitos no panorama das relações internacionais. Por meio da realização de entrevistas, tablóides, elaboração de jornais impressos e divulgação das situações de crise, os membros do Comitê de Imprensa Internacional terão a oportunidade de enxergar os impactos da informação em um mundo globalizado, bem como as reações diante de notícias tendenciosas. Além disso, serão o canal de difusão de todas as decisões emanadas durante três eventos que, embora distintos, representam semelhante repercussão global.
Venha vivenciar a experiência do jornalismo internacional no nosso Comitê de Imprensa!

Diretores:

Angelo Gabriel Agnoleti

Efraim Veras

 

GUIA DE REGRAS 

 

Tem alguma dúvida, sugestão, elogio ou reclamação? O Secretariado da SIPEM terá prazer em ajudá-lo!

Você pode enviar uma mensagem para o email sipem@portalanet.com

Encontre-nos no Facebook: www.facebook.com/sipemoficial

 

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