Em maio de 2014 foi lançado desafio à Diretoria Acadêmica e à Coordenação de Pesquisa e Produção Acadêmica da ANET: criar um programa online para todo o Brasil endereçado aos alunos de graduação iniciantes no universo da pesquisa científica em Direito Internacional e nas Relações Internacionais. Na época, a Academia Nacional de Estudos Transnacionais ainda não tinha um projeto nestas dimensões, por isso seria tarefa modificadora para as próprias fronteiras de atuação da Associação. O terceiro #ANET5anos apresenta esta história que já mobilizou 46 (quarenta e seis) estudantes das cinco regiões do País nos últimos três anos e que muito orgulha todos os membros envolvidos da instituição.

 
A fundação da ANET ocorreu no final do ano de 2012 e naquele momento não se imaginara que seriam futuramente criados suportes tão sólidos como os projetos de pesquisa online, principalmente o Programa de Iniciação Científica (Programa de IC). Esta atividade se funda no modelo de trazer professores mestres e/ou doutorandos de várias instituições para orientar alunos selecionados de diferentes locais, tendo a
supervisão dos membros da Diretoria Acadêmica.

 
No ano inaugural, o desenho logístico, os cronogramas com as etapas de execução, os professores convidados e os alunos selecionados, foram atividades organizadas pelo Diretor Acadêmico Victor Machado Viana Gomes (Acre) e pela Coordenadora Wanda Helena Mendes Muniz Falcão (Santa Catarina)[1]. Os professores incialmente eram todos envolvidos com as temáticas do Direito Internacional dos Direitos Humanos, com recortes como gênero, Sistema Interamericano de proteção dos Direitos Humanos, migrações e tecnologia. Os alunos
escolhidos eram de universidades públicas e particulares de estados das cinco regiões e do DF do Brasil, sendo um espelho da pluralidade almejada pela Associação a partir daquele ano. A IC, portanto, trouxe o primeiro passo para a nacionalização das ações da ANET.

 
O resultado final desta edição prima foi a já esperada pelos os seus supervisores: projetos de pesquisa e artigos científicos redigidos com base nas discussões teóricas promovidas pelos orientadores e pesquisadores. Estes textos foram depois submetidos ao crivo de periódicos e de comissões científicas de eventos, sendo publicados, como o artigo intitulado “Streaming de Música e o desenvolvimento: uma boa alternativa em matéria de direitos autorais?”[2] de autoria Carla Frade de Paula Castro, então estudante do Curso de Direito da UnB.

 
No ano seguinte, 2015, deu-se continuidade ao Programa e ampliação do número de vagas, de linhas de pesquisa e de professores convidados. Saltamos de quatro para seis linhas, sendo subdivididas em macro-áreas “Direitos humanos no contexto internacional” e “Direito e desenvolvimento econômico”; dentro desta nova configuração, eleita pelo Diretor Acadêmico Tiago Medeiros Delgado (Paraíba) e pelos Coordenadores Wanda Muniz Falcão e Anderson de Oliveira Amêndola Silva (Rio de Janeiro), há uma dinâmica maior de linhas e de opções para os candidatos a ingresso na IC.

 
Novamente o resultado correspondeu os esforços da equipe supervisora e dos professores envolvidos, tendo um dos textos publicados em revistas científicas, de autoria do estudante de Relações Internacionais da PUC-SP Gabriel Casnati[3]. Não apenas se vislumbra os frutos do Programa de IC em publicações, mas também no despertar para a pesquisa e no melhor desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão de
Curso, como foi o caso de Érika Fabrícia da Costa Lima[4], da capital roraimense Boa Vista.

 
Também no ano de 2016, já sob a gestão da Diretoria Acadêmica de Vivianne Wanderley Araújo Tenório (Alagoas), resenhas críticas provenientes da IC foram submetidas e publicadas no V. 2., N. 2, 2016 da Revista Diplomatize (ISSN 2447-98X), como no caso da estudante de Relações Internacionais da UFF Letícia Cristina Castro Pereira. Com a vigência da gestão 2016/2017, um novo Coordenador ingressa, Renan Batista Jark (Santa Catarina), junto com Anderson Amendola e desenvolvem trabalho de monitoramento do cronograma de atividades de todos os participantes do programa, gerando submissões para também a Revista Diplomatize no 1º semestre de 2017.

 
Desta forma, percebe-se o quanto progrediu a ANET nos últimos anos com o perfil criado do Programa de Iniciação Cientifica. Alunos de graduação tiveram acesso à orientação específica para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, resvalando em publicações, os professores puderam conhecer e aprimorar a modalidade de orientação online, a ANET, assim, compreendeu que a pesquisa científica traz muitas respostas aos associados e resultados benéficos.

 

Caminhamos muito, mas há ainda caminhos para avançar. Por isso a edição, sob a administração da gestão 2017/2018 – com o Diretor Acadêmico Guilherme Vitor de Gonzaga Camilo (Minas Gerais) e os Coordenadores Marcus Vinícius Porcaro Schubert (Minas Gerais) e Tiago Leão Monteiro (Rio de Janeiro) – tende aproveitar os feitos e melhorar outras questões, como a internacionalização destas pesquisas,
mediante a participação de professores estrangeiros e ampliação do número de vagas e de linhas. O edital para 4ª edição já está publicado (aqui) e abrirá portas para pesquisadores e iniciantes, oportunamente. Longa vida ao Programa de IC da ANET e à memória de suas conquistas!

 

 

1 Wanda é Diretora de Publicações e Presidente do Conselho Diretor da ANET na gestão atual.
2 CASTRO, C. F. P. Streaming de Música e o desenvolvimento: uma boa alternativa em matéria de
direitos autorais?. In: CUNHA FILHO, H. F. (Org.). Conflitos culturais: como resolver? como conviver?.
Fortaleza/CE: IBDCult, 2016. p. 104-123.

3 CASNATI, G. Um panorama jurídico e sociopolítico do imigrante do Mercosul no Brasil. Revista de
Direito da Unimep, São Paulo, v. 16, n. 31, 2016.
4 Erika Lima é Representante da Assembleia Geral da ANET no Conselho Deliberativo da ANET na atual
gestão.

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